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Você tem medo do escuro? Notas sobre a psicologia da crença em histórias da ciência e oculto (2016), por Andreas Sommer

quinta-feira, abril 13th, 2017

A visão popular do conflito inerente entre a ciência e o oculto se tornou obsoleta pelos recentes avanços na história da ciência. No entanto, estas revisões historiográficas passaram despercebidas na compreensão pública da ciência e na educação pública em geral. Particularmente, as reconstruções da formação da psicologia moderna e suas ligações com a pesquisa psíquica podem mostrar que a visão padrão da última como motivada por um viés metafísico não resiste a uma análise. Para ler o artigo em português, clique aqui. Para ler o artigo em inglês, clique aqui.

A pesquisa psíquica e as origens da psicologia americana: Hugo Münstenberg, William James e Eusápia Palladino (2012), por Andreas Sommer

sexta-feira, abril 7th, 2017

Em grande parte desconhecido pelos historiadores das ciências humanas, no final do século XIX os pesquisadores psíquicos estavam ativamente envoltos na realização da incipiente psicologia acadêmica. Além disso, com poucas exceções, os historiadores falharam em discutir as implicações mais amplas do fato de que o fundador da psicologia acadêmica nos Estados Unidos, William James, considerava-se um pesquisador psíquico, e que procurou integrar o estudo científico da telepatia, mediunidade e outros temas controversos na disciplina nascente. Analisando a exposição da célebre médium Eusápia Palladino pelo alemão nato e psicólogo de Harvard Hugo Münsterberg como um exemplo representativo, este artigo discute as estratégias empregadas por psicólogos nos Estados Unidos para expulsar a pesquisa psíquica da agenda da psicologia científica. Argumenta-se que a historiografia tradicional da pesquisa psíquica, dominada por relatos profundamente avessos à sua própria matéria, tem sido parte de uma forma contínua de ‘trabalho-fronteira’ a reforçar o estatuto científico da psicologia. Para ler o artigo em português, clique aqui. Para lê-lo em inglês, clique aqui.

Pesquisa psíquica na história e filosofia da ciência. Uma introdução e revisão (2014), por Andreas Sommer

quarta-feira, abril 5th, 2017

Excelente artigo de Andreas Sommer mostrando como diversos membros da Academia reagem perante os estudos psi. Para ler o artigo em português, clique aqui. Para ler o artigo em inglês, clique aqui.

HIPOMETABOLISMO VOLUNTÁRIO EM UM IOGUE INDIANO (1987)

segunda-feira, março 27th, 2017

Neste artigo os pesquisadores confirmaram que os iogues indianos são capazes de entrar em um estado de hipometabolismo autoinduzido, mas os mecanismos permanecem desconhecidos. Para ler o artigo em português, clique aqui. Para ler o artigo em inglês, clique aqui.

Estudos sobre um iogue durante um confinamento de oito dias em uma cova fechada subterrânea (1973)

quinta-feira, março 23rd, 2017

Eis a versão completa do artigo sobre o iogue capaz de parar o próprio coração. Para ler, clique aqui. Eu busquei saber se seria possível reproduzir o fenômeno por meio de truque. Achei a exibição de um mágico (Guy Bavli) que supostamente simula o fenômeno aqui. Mostrei o vídeo a um neurocientista, que disse que o que o mágico fez é um truque muito mal feito. Monitores de ECG são muito sensíveis ao movimento, razão porque o paciente tem que ficar completamente imóvel durante o exame, caso contrário os artefatos atrapalham completamente o traçado. Chama a atenção também que os batimentos cardíacos observados através dos sinos estão em frequência mais alta do que o do ECG. Em suma o truque é muito simples, um monitor de ECG pré programado para simular a assistolia, duas atrizes como auxiliares de palco e uma encenação de uma parada cardíaca. Algo extremamente diferente do que o iogue fez…

Uma Experiência GESP de Sonhos Usando Alvos Dinâmicos e Votação Consensual (1999), por KATHY DALTON, FIONA SIONKAMP E SIMON I. SHERWOOD

terça-feira, março 21st, 2017

Este artigo traz exemplos muito bem documentados e de uma correspondência incrível de psi em sonhos, obtidos em uma experiência controlada. Pode-se dizer que se trata de uma replicação bem sucedida dos experimentos de sonhos feitos por Krippner. Uma das minhas correspondências preferidas foi quando usaram como alvo uma cena do filme A Lenda, com Tom Cruise. A cena, exibida por volta das 3 da manhã, enquanto o sujeito dormia, mostrava o demônio. Para quem quiser ver a cena exata, o filme está disponibilizado aqui. Ela inicia quando o demônio sai do espelho, em 01h 03min 30s, e vai até 01h 05min 30s, em um total de 2 minutos. Para o experimento, porém, algum corte foi feito, pois a cena no experimento levava 1 minuto exato. Vejam a cena. Viram? Agora leiam o relato do sonho do sujeito: “Sonhei com um homem com um rosto gravemente queimado ou mutilado. Houve um close-up de seus lábios quando ele tentou falar. Sua boca parecia normal, mas havia uma mancha verde no lábio. Isso o fez parecer um alienígena”. Com correspondências tão precisas assim, fica muito difícil não concluir pela existência de psi. Para ler o artigo traduzido, clique aqui.

A alegação ióguica de controle voluntário sobre o batimento cardíaco: uma demonstração incomum (1973)

segunda-feira, março 13th, 2017

Os iogues na Índia durante muito tempo guardaram a reputação de desenvolver um notável controle das funções corporais. Teoricamente, acredita-se que todas as funções viscerais podem ser trazidas sob controle voluntário pelo treinamento ióguico prolongado, mas talvez sua alegação mais fascinante seja a habilidade de parar o coração à vontade. Um iogue aceitou demonstrar tal capacidade em situações controladas. Seu caso foi publicado em duas revistas científicas. Infelizmente, só consegui o artigo em que o caso foi publicado em uma versão resumida. Para lê-lo em português, clique aqui. Para lê-lo em inglês, clique aqui.

Cérebro dividido: percepção dividida, mas consciência não dividida (2017)

quarta-feira, março 8th, 2017

Este artigo foi publicado em uma revista de altíssimo fator de impacto, a Brain: a Journal of Neurology. (Fator de Impacto em 2016: 10,103). Os autores do artigo sobre pacientes com o cérebro dividido alegam que os dois hemisférios cerebrais (no paciente estudado) não trocam informações entre si. O que é processado no lado esquerdo, fica no lado esquerdo. O que é processado no lado direito, fica no lado direito. Então um processamento visual que esteja sendo feito pelo lado direito não consegue ser comparado com um processamento visual que esteja sendo feito pelo lado esquerdo. Mas na hora que a informação é expressa (ou pela mão esquerda, ou pela direita, ou pela fala – a fala provavelmente comandada pelo lado esquerdo do cérebro), ela se mostra unificada. O que este artigo demonstra (e que precisa fortemente de replicação) é que imagens apresentadas a um hemisfério cerebral podem ser acessadas pela circuitaria cognitiva do outro hemisfério, mesmo com o corpo caloso seccionado e isso contraria as bases da neurociência cognitiva. Temos aí algumas possibilidades:
1) esses resultados estão errados e não serão replicados;
2) esses resultados serão replicados mas ainda com a possibilidade de que comissuras (comunicações) de pequeno tamanho tenham (ou assumam) um papel mais relevante na comunicação interhemisférica do que previamente se sabia; ou
3) estamos diante da maior evidência de não localidade da consciência já demonstrada.
Para ler a minha tradução, clique aqui.
Para ler o original em inglês, clique aqui.
Para ler o material suplementar (em inglês), clique aqui.

Irma Maggi, Uma Psíquica de Dois Mundos (2012) de Juan Gimeno

sexta-feira, março 3rd, 2017

Talvez Irma Maggi seja a mais famosa psíquica argentina. Ao que me consta, nunca foi pega em fraude. Um pouco de sua história pode ser lida aqui. Para quem quiser conhecer outros psíquicos argentinos, acesse aqui.

Pesadelos em Crianças Ocidentais: Uma Interpretação Alternativa Sugerida por Dados em Três Casos (1994), por Antonia Mills

sexta-feira, fevereiro 24th, 2017

Crianças (e alguns adultos) sofrem de pesadelos e pavores noturnos, sem ter em conta a cultura em que eles surgiram. Na cultura ocidental, eles são atribuídos a conflitos não resolvidos ou a tensão pós-traumática, os quais algum tratamento tenta aliviar. No entanto, há alguns pesadelos vívidos que não se relacionam a qualquer interesse do sonhador passível de ser identificado. Interpretações não ocidentais dos pesadelos incluem a possibilidade de que alguns elementos perturbadores do sonho possam se relacionar a memórias de uma vida anterior. Este artigo apresenta três casos de crianças norte-americanas (não tribais) que tiveram pesadelos recorrentes que não pareciam se relacionar à vida atual do sonhador. Em um desses casos, tratamentos envolvendo uma interpretação em vidas passadas levaram à remissão dos sintomas. Embora nenhuma conclusão possa ser aproveitada para este único caso, é sugerido que antropólogos, psicólogos, psiquiatras, e médicos mantenham uma mente aberta ainda que crítica à possibilidade de etiologia de vidas passadas para perturbações no sono e comportamentos fóbicos. Para ler o artigo completo em português, clique aqui. O artigo em inglês encontra-se aqui.

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